Imobiliário segue em alta com mais investimento e novos players – em que querem apostar agora?

Depois dos recordes registados nos últimos anos, o setor imobiliário continua em alta em Portugal. Os investidores mantêm a confiança no país e há, inclusivamente, novos players nacionais e internacionais a chegar ao mercado e à procura de oportunidades de investimento. Os escritórios, a hotelaria e o retalho destacam-se,atualmente, como setores preferenciais de aposta, a par do segmento industrial. Mas o interesse, ainda que menor, continua também focado no ramo residencial.

Estas pistas, que servem para entender melhor como está a evoluir o imobiliário nacional, são apontadas pelo “Portuguese Real Estate Investment Survey”. O estudo da Deloitte indica que o investimento vai mesmo continuar a ser uma prioridade para o mercado em Portugal, segundo 77% dos agentes do setor.

Os agentes do setor terminaram o ano passado com um sentimento de grande confiança e estão com elevadas expetativas em relação a este ano. Continuamos a ter motivos para acreditar que este bom momento se vai manter e que Portugal vai continuar a ser atrativo tanto para investidores nacionais como estrangeiros”, declara Jorge Marrão, partner e Real Estate Leader da Deloitte Portugal.

As grandes apostas de investimento em 2019

Grande parte dos players do mercado prevê engordar as carteiras em mais de 10%, sendo os ativos Value added a opção preferencial de investimento, seguida dos ativos Core (23%) e Opportunistic deals (23%).

Sendo os ativos Value Added (31%) que vão ser alvo de maior investimento por parte dos agentes do setor imobiliário, a hotelaria (62%), os escritórios (54%) e o retalho (31%) destacam-se como setores preferenciais de investimento.

O estudo refere ainda que é esperado um aumento do volume e dos preços de transação no setor industrial e uma maior estabilidade nos setores residencial, comércio/serviços e hotelaria. Espera-se ainda uma maior estabilidade das taxas de rentabilidade nos quatro setores em análise, podendo assistir-se a uma ligeira diminuição nos setores residencial e industrial.

Quem são os principais compradores?

Os fundos de pensões (62%) e os fundos de fundos (46%) surgem como principais compradores de imobiliário e a Europa (92%), a América do Norte (46%) e a Ásia (46%) evidenciando-se como sendo a origem dos principais investidores. Segundo os agentes do setor ouvidos pela Deloitte a captação de fundos para investimento não vai significar uma dificuldade acrescida (46%), calculando que o processo de aquisição de ativos imobiliários dure entre três a seis meses (92%).

A Banca (62%) mantém-se como principal financiador nas aquisições de imóveis, sendo que a origem do capital é maioritariamente europeia (85%).

O investimento estrangeiro e a entrada de novos players são apontados como os grandes motores do setor, a acelerar favoralmente. Em contrapartida, a burocracia e a política fiscal pesam contra o dinamismo do imobiliário no país.

“O contexto gerado pela crise económica revelou-se muito favorável ao investimento imobiliário em Portugal, o que leva os agentes do setor a acreditar que a aposta neste setor será reforçada este ano”, remata Jorge Marrão.

 

Foto: Héctor J. Rivas on Unsplash

Via Idealista

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