Supercomputador português vai receber quase dois milhões de euros para ajudar a acelerar descobertas

O BOB, o primeiro supercomputador a operar em Portugal, é uma das duas infraestruturas de High Performance Computing que ajudará os investigadores do projeto BigHPC a criar uma plataforma integrada de gestão e manutenção.

Os diferentes tipos de hardware e software presentes nos supercomputadores que existem atualmente colocam desafios de gestão e manutenção aos investigadores. O BigHPC – A Management Framework for Consolidated BigData and High-Performance quer encontrar uma resposta aos problemas por meio de uma plataforma integrada.

Ao todo, o projeto conta com um financiamento até 2023 de um milhão e 922 euros através do Programa COMPETE 2020 e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, em parceria com a UT Austin, no âmbito da iniciativa goPortugal – Global Science and Technology Partnerships.

O investimento será aplicado na validação da tecnologia no Minho Advanced Computing Center (MACC), através do BOB, o primeiro supercomputador a operar em Portugal, e no Texas Advanced Computing Center (TACC), nos Estados Unidos.

De acordo com João Paulo, investigador do INESC TEC, citado em comunicado, o BigHPC ajudará a melhorar a competitividade de centros de dados High Performance Computing, permitindo às empresas que têm centros de dados próprios uma gestão mais eficiente e uma redução de custos.

“O projeto potenciará a aceleração de descobertas científicas em áreas como a saúde e ciências naturais que são de momento suportadas por serviços HPC, ao permitir executar um número muito grande de cálculos, que de outra forma levariam meses ou anos”, explica o investigador.

A iniciativa possibilitará ainda o melhoramento da capacidade de análise e decisão para empresas que utilizam serviços HPC, assim como o aperfeiçoamento de processos industriais. A comercialização da solução desenvolvida pelos supercomputadores estará depois a cargo da portuguesa Wavecom.

Recorde-se que, na Europa, os supercomputadores estão a ajudar os cientistas a descobrir uma cura para a COVID-19. Recentemente, a Comissão Europeia deu a conhecer que o projeto Exscalate4CoV conseguiu descobrir que o Raloxifene, um medicamento genérico usado em casos de osteoporose, poderá ajudar a tratar pacientes com sintomas mais leves da doença.

Além do projeto Exscalate4CoV, a IBM, a NASA e outras organizações têm colocado os seus supercomputadores ao serviço da ciência na procura de uma vacina para o novo Coronavírus através do COVID-19 High Performance Computing Consortium. Atualmente, o consórcio conta com mais de 30 supercomputadores com uma capacidade superior a 420 petaflops para ajudar os investigadores de todo o mundo.

 

Fonte: Sapo

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